Quando você percebe que está influenciando ou sendo influenciado

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 “Mude o comportamento quando se conscientizar que está influenciando para o mal e agradeça quando se conscientizar que está sendo influenciado para o bem.”

Vivemos constantemente em uma troca de influências.

Influenciamos pessoas por aquilo que falamos, fazemos, pensamos e até pela maneira como reagimos às situações da vida. Ao mesmo tempo, também somos influenciados por familiares, amigos, parceiros, professores, colegas de trabalho, redes sociais, crenças, experiências e por tudo aquilo que permitimos que entre em nossa consciência.

O problema é que, na maioria das vezes, não percebemos essa dinâmica.

Podemos estar influenciando alguém negativamente sem perceber. Da mesma maneira, podemos estar recebendo uma influência positiva que está contribuindo para nossa transformação, mas não reconhecemos isso.

Por isso, a frase “Mude o comportamento quando se conscientizar que está influenciando para o mal e agradeça quando se conscientizar que está sendo influenciado para o bem” traz duas atitudes fundamentais para quem deseja caminhar pelo caminho do autoconhecimento: responsabilidade e gratidão.

Todos nós influenciamos alguém

Talvez você nunca tenha pensado dessa maneira, mas existe alguém observando você.

Pode ser um filho, um companheiro, um amigo, um colega de trabalho ou simplesmente alguém que acompanha silenciosamente aquilo que você faz.

Não significa que precisamos viver preocupados com o julgamento dos outros. Significa apenas compreender que nossas atitudes produzem consequências.

Uma pessoa que vive reclamando pode estimular outras pessoas a enxergarem somente problemas.

Uma pessoa que reage com agressividade pode ensinar, mesmo sem palavras, que a agressividade é uma forma aceitável de resolver conflitos.

Uma pessoa que vive julgando pode contribuir para que aqueles ao seu redor também desenvolvam o hábito de julgar.

Mas o contrário também acontece.

Uma pessoa que aprende a ouvir pode ensinar alguém a ouvir.

Uma pessoa que procura compreender antes de condenar pode despertar compreensão em outra pessoa.

Uma pessoa que escolhe manter a serenidade diante das dificuldades pode mostrar, através do próprio exemplo, que nem toda situação precisa ser respondida com desespero.

É por isso que nossas atitudes possuem uma responsabilidade que muitas vezes desconhecemos.

E quando somos nós que estamos influenciando para o mal?

Aqui começa uma parte importante do autoconhecimento.

É relativamente fácil perceber o comportamento inadequado de outra pessoa. Difícil é olhar para dentro e reconhecer que talvez nós mesmos estejamos contribuindo para que alguém se torne pior.

Podemos influenciar negativamente através de uma palavra aparentemente pequena.

Podemos desestimular alguém.

Podemos alimentar um medo.

Podemos reforçar uma crença limitante.

Podemos incentivar uma atitude baseada no orgulho, na vingança, na competição ou no julgamento.

E muitas vezes fazemos isso acreditando que estamos ajudando.

Por isso, quando surge a consciência de que nossa maneira de agir está produzindo uma influência negativa, o mais importante não é encontrar justificativas.

É mudar.

Não precisamos esperar que a outra pessoa reclame.

Não precisamos esperar que uma consequência grave aconteça.

A consciência, quando realmente desperta, já é um convite à transformação.

Reconhecer o erro também é evolução

Existe uma diferença muito grande entre errar e permanecer conscientemente no erro.

Todos nós estamos em processo de aprendizado. Ainda temos comportamentos que precisam ser transformados, pensamentos que precisam ser observados e sentimentos que precisam ser compreendidos.

O autoconhecimento não exige que sejamos perfeitos.

Ele nos convida a sermos honestos conosco.

Quando percebemos que estamos influenciando alguém negativamente, podemos escolher interromper esse processo.

Podemos pedir desculpas.

Podemos mudar nossa maneira de falar.

Podemos abandonar determinado comportamento.

Podemos simplesmente deixar de alimentar aquilo que percebemos estar fazendo mal.

Essa mudança talvez não seja imediata, mas o primeiro passo é a consciência.

Também somos influenciados o tempo todo

A segunda parte da frase nos conduz para outra reflexão:

“Agradeça quando se conscientizar que está sendo influenciado para o bem.”

Isso parece simples, mas existe algo muito profundo nessa afirmação.

Nem toda transformação acontece sozinha.

Às vezes encontramos uma pessoa que aparece em nossa vida justamente em um momento em que precisamos aprender alguma coisa.

Pode ser alguém que nos ensina paciência.

Alguém que desperta nossa coragem.

Alguém que nos mostra uma nova maneira de enxergar a vida.

Alguém que nos incentiva a cuidar mais de nós mesmos.

Ou até mesmo alguém que, através de uma simples conversa, desperta uma reflexão que permanece dentro de nós durante anos.

Essas pessoas podem funcionar como instrumentos importantes em nosso processo de evolução.

E reconhecer isso é uma forma de gratidão.

Nem toda influência positiva vem acompanhada de grandes ensinamentos

Às vezes imaginamos que uma influência positiva precisa ser algo extraordinário.

Não necessariamente.

Pode ser uma pessoa que simplesmente nos trata com gentileza.

Alguém que nos escuta sem julgamento.

Um amigo que nos aconselha quando estamos prestes a tomar uma decisão equivocada.

Uma pessoa que demonstra, através das próprias atitudes, uma maneira diferente de viver.

Pode até ser alguém que nunca pretendeu nos ensinar absolutamente nada.

Talvez tenha apenas vivido de determinada maneira e, ao observarmos seu comportamento, alguma coisa dentro de nós tenha despertado.

É interessante perceber que aprendemos não apenas com aquilo que as pessoas dizem, mas principalmente com aquilo que elas demonstram.

O ambiente também influencia quem somos

Nossa influência não se limita às pessoas próximas.

O ambiente em que vivemos também participa da construção dos nossos pensamentos e comportamentos.

Aquilo que consumimos diariamente pode influenciar nossa maneira de pensar.

As conversas que escolhemos manter podem influenciar nossas emoções.

As pessoas que permitimos permanecer próximas podem fortalecer determinadas características em nós.

Da mesma forma, aquilo que escolhemos acompanhar na internet, assistir, ouvir e ler pode alimentar determinados estados de consciência.

Isso não significa que precisamos fugir do mundo.

Significa que precisamos desenvolver discernimento.

Nem tudo aquilo que chega até nós precisa permanecer dentro de nós.

Quem está influenciando quem?

Essa talvez seja uma das perguntas mais interessantes que podemos fazer durante um processo de autoconhecimento.

Quando estou diante de determinada pessoa, eu estou contribuindo para que ela se torne melhor ou pior?

E, ao mesmo tempo:

Essa pessoa está contribuindo para que eu me torne melhor ou pior?

Essas perguntas podem ser desconfortáveis.

Mas justamente por isso são importantes.

Talvez descubramos que determinadas relações estão alimentando comportamentos que gostaríamos de abandonar.

Talvez percebamos que estamos repetindo atitudes que aprendemos com outras pessoas.

E talvez também descubramos que algumas pessoas que fazem parte da nossa vida estão nos ajudando silenciosamente a evoluir.

Quando isso acontece, reconhecer essa influência e agradecer por ela também é uma forma de consciência.

A influência começa dentro de nós

Existe ainda uma dimensão mais profunda dessa reflexão.

Antes de influenciarmos alguém externamente, somos influenciados internamente pelos nossos próprios pensamentos.

Um pensamento repetido pode se transformar em uma crença.

Uma crença pode influenciar uma atitude.

Uma atitude repetida pode se transformar em um comportamento.

E um comportamento pode passar a fazer parte da nossa personalidade.

Por isso, observar aquilo que acontece dentro de nós também é fundamental.

Que pensamentos estamos alimentando?

Que sentimentos estamos fortalecendo?

Que comportamentos estamos justificando?

Que influência estamos permitindo que determinadas pessoas ou situações exerçam sobre nós?

O autoconhecimento começa justamente quando deixamos de apenas reagir e começamos a observar.

A consciência transforma a responsabilidade em oportunidade

Perceber que influenciamos outras pessoas pode inicialmente parecer uma responsabilidade pesada.

Mas podemos enxergar de outra maneira.

É também uma oportunidade.

Cada encontro pode ser uma oportunidade de deixar algo positivo.

Cada conversa pode ser uma oportunidade de acolher.

Cada dificuldade pode ser uma oportunidade de demonstrar equilíbrio.

Cada erro reconhecido pode ser uma oportunidade de transformação.

E cada pessoa que nos ajuda a evoluir pode ser uma oportunidade de exercitarmos a gratidão.

Talvez a verdadeira evolução espiritual não esteja apenas naquilo que aprendemos.

Talvez esteja também naquilo que passamos a transmitir aos outros depois que aprendemos.

Que influência você está deixando no mundo?

Não precisamos mudar o mundo inteiro.

Talvez seja suficiente começar pelas pessoas que cruzam o nosso caminho.

Antes de falar, podemos pensar.

Antes de reagir, podemos observar.

Antes de julgar, podemos tentar compreender.

E quando percebermos que estamos fazendo mal, podemos ter humildade suficiente para mudar.

Da mesma forma, quando percebermos que alguém está nos ajudando a crescer, podemos ter consciência suficiente para agradecer.

Porque somos, ao mesmo tempo, influenciadores e influenciados.

E talvez uma das grandes responsabilidades do autoconhecimento seja justamente escolher conscientemente o que queremos transmitir e o que queremos permitir que transforme quem somos.

Para continuar sua jornada de autoconhecimento

Se esta reflexão despertou alguma coisa dentro de você, não pare por aqui.

O autoconhecimento acontece justamente quando começamos a observar as pequenas coisas do cotidiano: nossos pensamentos, nossas escolhas, nossos relacionamentos, nossas reações e as influências que permitimos entrar em nossa vida.

Continue explorando outros textos do “Encontre o Seu Eu Interior” e permita-se descobrir novos caminhos para compreender melhor quem você é, por que age como age e o que ainda pode transformar em sua caminhada.

Talvez o próximo artigo seja justamente aquele que trará uma reflexão que você precisava encontrar hoje.

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